Metade dos meus erros na Vida nasceram do facto de me sentir quando eu deveria ter pensado, e pensar quando deveria ter sentido.
EU. ..
. .. sou uma pessoa de dentro para fora, minha condição não é bela nem vigorosa, sou essência do meu estado e caráter. Vou acreditando naquilo que sonho, não nas utopias que surgem. Sonho por vezes alto que até tenho medo das quatro paredes ouçam, estou vivo e é para continuar a viver no que acredito, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isto hoje. ..
. .. amanhã, me reinventarei de novo, reinvento-me sempre que a Vida sorria para mim e desde que ela exija mais algo de EU. Sou complexo, sou misto, garoto e homem quando me expresso com alguém por quem nutro o meu melhor. Sempre que necessário, enlouqueço e deixo seguir meus instintos. ..
Não sou de metades, ou faço por inteiro ou saio de cima. Os meios termos não são meu vocabulário, tudo ou nada, é por isso que passei a Vida a fazer reparos nos erros.
Sou fases, o Outono e o tempo dita meu andar e meu modo de estar, perco-me naquilo que me emprego e hoje mais que ontem, não quero perder o meu passado recente. TU és a minha perdição, perdição do meu viver!
Estranhos, somos dois estranhos, pensamos que nos conhecemos, e na realidade não nos conhecemos, mas nos tornamos mais estranhos quando falamos de Amor!
Sim, estranhos porque não se vemos de mão dada pelas ruas, não trocamos carícias nem um beijo de olá, embora isso não esteja acontecendo trocamos Palavras de Amor.
Sei quem sou para ti, e sei que gosto de saber quem és, porque sendo estranhos, somos de facto um só em pensamento.
Falamos o que realmente sentimos um para com o outro, mas um dia quem sabe se de facto num recanto de mesa do café mais próximo o saberemos os sentimentos que nos unem.
Tentando deixar de o sermos 'estranhos', ou querendo estranhar juntos Carícias com malícia, somos EU e TU, somos de facto dois estranhos juntos. ..
descrevem paisagens, formam actos de Amor, comportam os silêncios. Palavras preenchem bilhetes, enchem cartas, criam sonetos, fazem contratos. Palavras confortam, levam à instigação, preenchem espaços. Palavras também se ausentam, entendem os vazios. Palavras constroem histórias, controlam imagens, imaginam conceitos. Palavras aceitam tudo, palavras não têm preconceito. by mghorta
Não quero lágrimas, muito menos pena, não quero tristezas, apenas não quero nada, quero apenas uma coisa que me faça despertar, quero uma serenata pela manhã. Quando meu corpo descer à sepultura, a única coisa que peço na despedida, que nas quatro esquinas do túmulo, estejam quatro copos de um bom vinho. Não quero lágrimas, muito menos pena, não quero tristezas, apenas não quero nada, quero apenas uma coisa que me faça despertar, quero uma serenata pela manhã. by mghorta
Um dia apercebeste que carregar o peso das amizades diárias cansa.
Cansa dos lugares que são sempre os mesmos, dos amigos que nunca crescem.
Esforçar-me em prol de outros e não receber a mesma força em troca, cansa.
Estar a esperar que o outro repare que no fim estás a pedir socorro, cansa.
Até mesmo nas coisinhas miúdas, daquelas me te despedaçam em pedaços a paciência, cansa.
Falar sempre a mesma coisa, reclamar as mesmas coisas, de fazer as mesma coisas e não obter resultados diferentes, cansa.
Quando obtemos algumas atitudes e palavras injustas porque te esforças em fazer o melhor, embora limitado 24 horas por dia, cansa.
Fingir que está tubo bem e que nada está acontecendo de errado, quando na verdade tudo está mal, cansa.
Fico cansado de até na hora que me esgoto em prol de outrem, e as pagas são os negas dos outros.
Do mesmo modo que fico cansado das pessoas ao meu redor possam pensar que afinal não sou super homem, quando na verdade sou tão fraco como um farrapo velho.
Estou que nem um jumento cansado quando carrega os fardos mal distribuídos, this way up!
Tu que nos guardaste em teu ventre aquecidos e protegidos dos perigos deste Mundo vil.
Tu que nos trouxeste para a Vida, o que mais poderíamos desejar?
Me deste e aos meus irmãos um cantinho teu, carinho Amor e já crescidos nascemos para te conhecer e viver o que nos ensinaste.
Em teu regaço e em teus braços fomos acalentados com teu Amor, dedicação e educação.
Falando por mim, meu coração por ti, todos os dias recordo como me acariciaste e crias-te para que no mundo lá fora me tornasse no homem que hoje prezo-me ser.
Te conhecer e amar por fora, foi só a forma de me fortalecer para o que hoje e o futuro me reservar.
Maravilhosa criatura, que nada me privaste apesar das dificuldades mundanas que me resguardaste e aos meu irmãos.
O que mais poderíamos querer ou exigir?
Só me resta orar com todas as forças nos momentos de saudades, que Deus abençoe e sempre que me relembre a tua lembrança me faz renascer e reviver. ..
Que maravilhosas lembranças da minha infância guardo até que um dia não estejas só!
Pensar não dói, penso e repenso, gosto desta forma de fazer doer a alma, indo devagar e aos poucos invadindo até às entranhas, deixar que meu coração enlouqueça por momentos, devagar e devagarinho.
Pelos intervalos nem sequer pensar, sem recreio, sem pátio, não penso nem procuro qualquer pensamento, neste desespero, nesta demência, no delírio, nos desejos, criando planos para tentar chegar à meta, fazer-te na plenitude de uma certa forma dar largas ao meu ego de masculinidade.
No repensar vou sonhado estar contigo, possuir teu corpo, entranhar tua carne, ou apenas ser teu escravo secreto, teu amante, ser dominado, possuído pelos teus desejos, palmo a palmo descobrindo tuas curvas, deixar de pensar quem sou, ser somente teu. Abrir lentamente teu vestido, percebendo os arrepios de teu corpo pela suavidade de minhas mãos, desabotoar botão a botão até sentir o pulsar de teu coração. ..
Passear dedo a dedo tuas costas, contando a constelação de sinais um a um, esquadrinhar teu fecho de soutien com a língua sôfrega de tesão, aos poucos descobrindo os teus seios, degrau a degrau descobrindo as curvaturas do teu corpo, os segredos nele escondidos, até que meus lábios percebam a vastidão do teu universo corporal, sentir teus arrepios até à contração do prazer e finalmente sentir-me unicamente teu.
Por fim na selectividade dos momentos olhar tua silhueta totalmente nua, admirar todos os teus traços suados, deitar-me a teu lado e repousar minha cabeça nas dunas de teu peito, ver apenas a vastidão de teu corpo, toda a tua silhueta sem folga, sem espaços, só eu e tu envolvidos nus, num único abraço, enrolados sem espaço corporal, abraçados, deitados, colados com o silêncio do quarto simplesmente como amantes secretos que somos.