Se teve aquela noite que meu telefone se desligou?
Se a bateria se finou?
Se eu tivesses saído a meio da conversa?
Eu perdi algo porque não falámos,
aquele dia virou noite repente!
Me arrependo por sair abruptamente
porque estava desconectado de mim!
Perdi um pouco de tu e de mim,
o romance ficou pelo meio,
fiquei mais pobre de novo!
Quantas cousas eu poderia ter ganho se não tivesse desligado repentinamente e não ter falado mais com você?
Quantos momentos e instantes nós estivemos ali um para o outro mesmo depois de termos desligado?
Tantos ''Eu te amo'' trocámos. .. Tantos sonhos que não perdemos. .. Mas eu os perdi por ter desligado, foi como que o passado recente se tivesse esfumado e eu deixei de viver!
Arrependido! Sabes porque? Todos os momentos e instantes, os sonhos que tenho e os ''Eu te Amo'', tudo isso. ..
Está gravado no meu passado recente e guardado no meu Bogalho meu Amor!
Por muito que queiramos dizer não, ele existe aqui ao nosso lado, a tristeza e a solidão de mãos dadas, por isso acordo com a sensação de um vazio tormentoso, não encontro forma de explicar isso, mas fica pairando no nada toda essa certeza.
Sim é capaz disso mesmo, faltar algo no ar! Mas como poderei chegar a esta conclusão?
Será que em todos estes anos me está faltando algo?
Simplesmente não tenho formula de explicar a razão disso, assim apenas me resta aguentar o vazio desta minha solidão. Da mesmo forma que concluiu que me falta algo, seja ar ou vivência, fico atroz-mente com falta de ar.
A correria que levei em todos estes anos, fico com a conclusão que tudo foi vão, até os sorrisos que posso esboçar tem a tonalidade amarela, perdeu o colorido da vida. Complexidade do esquecer não é assim tão simples, mesmo que eu diga que tudo está bem, tudo é nulo e complexo.
Porque o coração não dói, não posso dizer com a plena certeza que estarei doente, tudo é complicado em demasia para explicar. Mera ilusão dizer que nada me falta, nada não é nada e a falta fala, tem uma linguagem universal, porque todos sentimos falta de algo e não poderemos excluir isso de nossas vidas, por isso teimo em dizer que me Falta Algo.
Acho que encontrei a razão destas linhas que teimosamente tento escrever de tempos a tempos, acho que sim, acho que é a tristeza que me invadiu por completo meu interior, meu ser está só e minha alma invadida por uma solidão enorme que me consome como braseiro quente ao género de Inferno.
Sinto-me ardendo, minhas entranhas com marcas e cicatrizes que nunca mais sumirão de mim, a dor e marcas ficarão para sempre eternizadas com minha solidão infernal. Minha carne fraca não sabe mais a leveza da alegria, mesmo que ela me bata à porta, não sei se serei capaz ou terei a sensibilidade de a recolher, é esta a dor que mais me atormenta e nem sequer tem explicação para tal decisão, ela vem como Tempestade arrebatadora que a minha condição humana se sente incapaz de a receber porque a solidão é de anormalidade tamanha.
Depois da tempestade vem a bonança, mas teimo em escrever no mais recôndito interior da minha alma, pensamentos, verdades, mentiras, histórias e sonhos. Uma forma que me escraviza neste inferno de solidão, criando momentos de reflexão e introspecção prevendo situações e coisas que nunca mais terão acontecimento.
Finalizando, o mundo gira lá fora, tem a sua mutação própria, palavras e actos ficam, ficaram e ficarão, de certa forma mostrando a imparcialidade das coisas ímpares que em breve serão coisas do passado, não por mim, não pelas teclas que teimo teclar, não pelo meu Dom solto, mas pelo Domque todos temos e teimosamente queremos continuar, só que a solidão nos arrebata de certa forma que somos humanos fragilizados esquecidos num canto infernal.
Teu abraço é do tamanho do Mundo inteiro, desde o olhar terno, suave e Criança, de físico excessivo, escondendo nele o menino que é. Não pesa no corpo, navegando em sua órbita, passando como cometa, com seu fogo Fecundando o seio da Terra, buscando o ápice da supremacia dos mortais. Sincronizado no corpo, unido côncavo e Convexo na profundidade do poema, num vai e vem de instantes, é Eterno teu abraço do tamanho do Mundo inteiro. by mghorta
A vida é uns dos deveres que trouxemos quando nasces. Quando olhas as horas, já são 7 horas há tempo. .. Quando olhas o calendário, já são 3ª feira. .. Quando se olha o ano, já passaram 71 anos!
Ser amigo de uma pessoas com deficiência é aprender que tu não precisas de falar com voz de bebé e nem cheia de pudores, pisando ovos, muito menos que tens que ficar rido todo o tempo para ele.
Tu podes ser quem és e, podes, se necessário chorar, gritar, chatear, 'pedir colo', criticar e mais. ..
É incrível os modos que poderemos usar sem criar barreiras entre um e outro. Eles não quebram pelo facto de terem uma relação normal, muito menos que possam usufruir de uma relação anormal para quem de mobilidade reduzida já não acredite que possa ter. Acreditam que muitas vezes até possuem um senso de humor extrovertido bem mais mordaz que o teu.
Ser amigos de uma pessoa com deficiência é aprender todos os dias sobre seus próprios preconceitos. É tornar o teu amigo 'objecto' de estudo, porque tu vais querer saber por ele todas as dúvidas que o mundo dele tem. É correr desesperadamente para ele contar todas as vezes que for necessário por novidades, encontrar motivos para falar com ele por artigos de deficiência. É contar para qualquer outra pessoa nova que conheces que tens um amigo de mobilidade reduzida, desloque-se ele de cadeira de rodas, andarilho ou até mesmo de bengala, seja qual for a sua deficiência é teu amigo sempre. É saber de todos os eventos da cidade que abordem sobre a dignidade da pessoa com deficiência e tornares-te 'consultor' do assunto e levá-lo contigo, porque todos vão querer tirar dúvidas contigo, é comprares esse desafio, é trabalhares o tempo todo com logísticas.
Ser amigo de uma pessoa com deficiência é percorrer com teu amigo por aí caminhos e por minutos analisar o mundo à tua volta e perguntar: 'Porque estão todos a nos observar?' já que na maior parte do tempo tu esqueces a deficiência dele.
Ser amigo de uma pessoa com deficiência é percorrer a linha ténue da autonomia e da dependência. É pedir todas as vezes ' Conta-me novamente a tua história?', pelo simples facto de ser a história mais emocionante que tu conheces. É te emocionares com a alma de todas as conquistas dele.
Ser amigo de uma pessoa com deficiência é todos os dias um choque de realidade ao reclamares de tua vida e te lembrares das inúmeras dificuldades que ele suporta. É ter um exemplo de vida, é agradecer todos os dias pelos mais variados motivos pela vida dele.
Nada me faz mal Bebo com alegria Tanto no Carrascal Como até em Leiria. .. De Leiria ao Minho Até em terra minha o Rossio Fraco forte branco ou tinto Que seja mesmo a pavio. .. by mghorta
Metade dos meus erros na Vida nasceram do facto de me sentir quando eu deveria ter pensado, e pensar quando deveria ter sentido.
EU. ..
. .. sou uma pessoa de dentro para fora, minha condição não é bela nem vigorosa, sou essência do meu estado e caráter. Vou acreditando naquilo que sonho, não nas utopias que surgem. Sonho por vezes alto que até tenho medo das quatro paredes ouçam, estou vivo e é para continuar a viver no que acredito, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isto hoje. ..
. .. amanhã, me reinventarei de novo, reinvento-me sempre que a Vida sorria para mim e desde que ela exija mais algo de EU. Sou complexo, sou misto, garoto e homem quando me expresso com alguém por quem nutro o meu melhor. Sempre que necessário, enlouqueço e deixo seguir meus instintos. ..
Não sou de metades, ou faço por inteiro ou saio de cima. Os meios termos não são meu vocabulário, tudo ou nada, é por isso que passei a Vida a fazer reparos nos erros.
Sou fases, o Outono e o tempo dita meu andar e meu modo de estar, perco-me naquilo que me emprego e hoje mais que ontem, não quero perder o meu passado recente. TU és a minha perdição, perdição do meu viver!