22 de junho de 2018

Ninguém!

Estou certo que não sou nada de especial, talvez ninguém!
Sou comum e mortal, com pensamentos comuns e vivo uma vida comum.
Não haverá ruas ou monumentos dedicados ao meu nome, em breve será esquecido, para mim bastou ser ninguém!

by mghorta


2 de junho de 2018

Traição!

Não mereço confiança ilimitada,
nas melhores das hipóteses,
tua traição espera maior tentação!

by mghorta






Manuscrito!


Fui até ontem, foram muitos dias tortuosos, não entendi porque procurei todas as tuas rotas de fuga, esfoliei páginas de jornais procurando notícias, só mesmo não procurei no obituário.
Por muito que eu desejasse, mantive no que queria dizer, até perguntar como mesmo ouvir algo de ontem, nem mesmo assim não tive ligação alguma.
Mando este manuscrito, sabendo mesmo que nem resposta obterei, não vou querer esperar por nada, em coisa alguma nesta vida o bastante por ser sincero que fui até lá, ontem!
No que refere a ontem, naturalmente o vazio, o silêncio do sumiço já me chega, é nele que me conforto, não quero resposta, embora o desejasse sim, o retorno que seja nulo porque o bastante do silêncio de ontem já me preenche.
Não importa o que tivesse acontecido, deixemos assim as coisas, embora estaria mentindo que a curiosidade me consome não sabendo razões, motivos para que o ontem se tivesse silenciado!
É sabido que os mortais  guardam acontecimentos especiais, não fujo da regra, mesmo que vacilando!
Apenas a minima curiosidade de:
Pensas que ontem será apagado, eu não!
Só mesmo um idiota esqueceria o ontem.

by mghorta 

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21 de março de 2018

19 de março de 2018

15 de março de 2018

Estrada Poeirenta!


Vejo uma estrada...
nela segue ferros torcidos e engenhos,

muita ferrugem e com muita poeira,
corações feridos e felizes por 
resistir à intempérie dos anos,
tem os que fogem aos trilhos de ferro 
por mais longe estejam do destino,
como considerar ao ponto de estarem sozinhos?

Recuando no tempo,
faz-me lembrar um garoto que nasce de um amor,
mas depressa ele perdeu seus princípios humanos,
o menino seguiu por estradas tortas,
frias e enferrujadas,
sempre a lidar com a disparidade que o rodeava.

Vejo ao longe poeiras no ar,
ruídos dor decifrar de uma longa viagem,
o cavalo de ferro vem no trilho,
abram caminho!
Nos trilhos da vida as
paragens são poeirentas,
sem término,
sem chegadas e partidas 
apenas o destino!

Prefiro não saber de onde venho,
dado certo que o destino é sempre o mesmo.

by mghorta