14 de julho de 2017

Pés de Barro!


Um dia disseram-me que tinha conteúdo, essência e matéria, idealismo no olhar e dois pés assente no chão.
No entanto cheguei à triste conclusão que era apenas um elogio que nada se identifica com quem eu sou na realidade, porque gosto de gente que ri, chora, emociona-se com uma simples mensagem, uma carta atrasada, uma sms ou até mesmo um telefonema.
Gosto de pessoas que se emocionam com uma canção suave, com um filme com final feliz, com um livro curto mas com leitura inteligível, com um carinho inesperado, com um abraço de afago e com um toque simples na sua pele.
Gosto de gente que fale de amor com a simplicidade de uma criança, gente que curta saudades de momentos passados, gente que goste de amigos simples, gente que cultive flores, gente que ame os animais, gente que admire paisagens verdes ou acastanhadas, gente que corra numa rua poeirenta e gente que saiba escutar seu interlocutor.
Gosto de gente que tenha tempo para sorrir com doçura, gente com bondade, gente que saiba perdoar, gente que reparta ternura sem querer troco, gente que compartilhe vivências.
Aquela gente que saiba dar espaços para ambas as emoções, aquelas que flui-em de modo simples e desinteresseiro.
Também gosto de gente que sabe gostar de aquilo que faz, gente que saiba cumprir seus compromissos tantos os complicados como os banais mesmo que sejam desgastantes os façam.
Gosto de gente que seja orientada, que entenda, que aconselhe, que queira as verdades, que queira aprender, que seja criança, que seja pobre, que seja analfabeto, que tenha o coração desocupado de tristezas, que não tenha ódio, não tenha preconceitos caros ou baratos, que tenha muito amor dentro de si, gente que mesmo que caia se levante, assimile as derrotas com um sorriso no lábios, que saiba sorrir perante as derrotas e saiba conter suas lágrimas e sofrimentos como provações.
Em suma, disseram-me tudo isso de mim, mas nada sou aquilo que descrevi acima, olhando tudo o escrevi e tudo aquilo que fiz, desde as vivências do passado e os momentos últimos, só me resta interiorizar e dizer que afinal apenas sou um simples pedaço de barro com pés prontos a tombar!

by mghorta

 

13 de julho de 2017

Poema Escondido!


Todos temos um poema escondido nas nossas recordações, nos nossos corações...
Um poema complexo feito de momentos felizes, também de desilusões...
Mágoas, choro, alegrias...
Momentos que de magia encheram a nossa vida...
Poema onde não rima onde impera a tristeza, a mágoa e a emoção...
Mas onde impera também uma felicidade total de alegria e de paixão...
Momentos interiorizados no coração bem guardados...
Poema que ninguém lê que fica apenas em nós...

(desconhecido)










18 de junho de 2017

Dever até quando!

Avaliando, mesmo quando o dever chama,
esperando o amor premeditado e prometido... 
Se é que ele existe, onde estará Escondido?
São estas as dúvidas de quem ainda Ama.

Esse Amor já fez de mim um prisioneiro,
recluso, réu confesso, vitima por ter dito que amava.
'Eu Te Amo', disse-o, confessei, apalavrei...
Talvez o meu erro foi o ter dito primeiro!

Traído pela minha insegurança,
maltratado pela minha paciência,
Torturado pela própria consciência,
magoado pelo Amor que não se cansa.

'O Amor é paciente', Esperarei então,

'O Amor suporta', suportarei a espera.
Amando, terei forças para esperar
deixando as mágoas da negação.

Rolam as horas da espera desesperado,
esperando em aflição meu julgamento.
Entretanto e com pena minha atormentado
pela Solidão a que fui sentenciado por Amar.

by mghorta  (citando mamas à solta)


16 de maio de 2017

Verdade Nua e Crua.

Por  vezes  só  gostava de
fugir da minha realidade!


Alma Dorida!

Dentro das minhas entranhas procurei meu silêncio, no meu olhar triste o horizonte, encontrei minhas lágrimas cansadas descendo meu rosto enrugado pelo tempo, procurei no coração dorido respostas, apenas vento soprando os momentos e lembranças de sonhos, olhei de soslaio o além e não enxerguei nada, o meu universo ficou mais só quando procuro a razão, fecho os olhos e daí a alma empobrece brutalmente, resta-me chorar as dores de quem partiu de vez entre as nuvens do céu tenebroso que levou todos os momentos, as histórias e lembranças minhas de um amor promissor, ventos dentro de mim frios sopram a minha alma embriagada de saudades...
Pelo infinito eterno da minha solidão morreu a esperança dos encontros e até dos desencontros dos reflexos de um passado em que só me resta o pensamento purificador da minha Alma Dorida!

by mghorta



28 de abril de 2017

De Tudo e do Nada!

Hoje apetece-me escrever, escrever sobre nada e sobre tudo...
Tem dias que apenas sei que me apetece, apetências de nada e do nada ...
As palavras vãs ecoam sem anexo e voam directamente para a tela, tela vazia de nada e de tudo...
Silabas soltas que meu coração dita sem motivo e sem razão, só porque me apetece escrever algo do nada e de tudo...
Tem dias e hoje apenas sei que estou de apetências, saliento que nada mas mesmo nada e de tudo sei escrever!
Pouco me importa que o que escrevo num amanhã venham a interessar a outros e que façam algum sentido o que escrevinho, pouco me importa isso!
Não posso agradar a gregos nem a troianos ao mesmo tempo, apesar de querer ser agradável e naquilo que escrevo tenha um sentido qualquer, pouco quero elogios muito menos criticas, só porque me apetece escrever de tudo e de nada...
Quando escrevo sinto liberdade, transmito-me para outros e para o mundo, são momentos sentidos que a outros transparecendo meus sentimentos soltos de tudo e de nada.
Por não saber escrever, cada ponto, virgula, exclamação ou interrogação vai surgindo ideias de tudo e do nada, ideias soltas de uma mente confusa, profana ou santa, é o que sou e não quero que elogiem, apenas só porque me apetece escrever de nada e de tudo!
Tem dias e hoje queria apenas ter uma razão para escrever algo ditado por meu coração, mas nada e tudo tem sentido...
Chego à triste conclusão que apenas escrevo para mim, de tudo e do nada porque queria que fosse livre e ninguém me pode me oferecer essa liberdade do nada e de tudo!
Apenas tem dias e hoje apetecia-me ser livre, sem a alma aprisionada a algo, mas concluo que tudo isso é nada e é tudo...
Por fim, a liberdade é imaginária e quanto mais quero escrever de tudo e do nada, mais eu quero ficar teclando de abstracto e do que nada e tudo tem dias que é assim............................................. apenas queria escrever De Tudo e do Nada!!!

by mghorta