15 de janeiro de 2015

Vagabundo.


Ao tomar vinho
fico forte e corajoso,
rapidamente mudo de ideias,
esqueço compromissos,
os sinos tocam mudos.

Por ironia do destino,
vivo secretamente em duelo,
com a paixão de um garoto,
cheirando flores silvestres,
olhando folhas na floresta.

Cumplicidade de informações,
as palavras me fogem do papel,
olho para trás com ternura,
querendo ser jovem para diversão,
história a minha com tramas no coração.

Sou um vagabundo,
mudo como a Lua,
com pensamentos estranhos,
sonhos de poeta,
com cara de pateta,
esperando um milagre,
na pausa do medo venenoso.

Olhas-me sem me veres,
sentes meu cheiro ébrio,
vago feito espantalho.
pelas calçadas solitárias,
tenho saudades dos  momentos,
em estradas que não vivi.

by mghorta 


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