4 de maio de 2015

Prisioneiros.


A noite dorme, corações descansam, tal como prisioneiros, somos nós quando fingimos que dormimos.
Se nossas almas gritam, porque se calamos no silêncio da noite?
Perturbados e inacabados pelos sonhos, suplicando desejos em gemidos disfarçados, são como desamor na noite calada!
É preciso paz para suportar a dimensão de um adeus, é o semblante de um rosto marcado pelas amarguras do dia, rosto ou rostos que ninguém os vê ou tão pouco procura os entender, são rostos puros que nem sequer ousam confessar o sofrimento marcado nas faces, rostos que adormecem irrequietos, incompletos e sofridos que apenas dormem para não incomodar o silêncio da noite!

by mghorta


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