30 de maio de 2015

Abençoada Imperfeição.


Ouvi tantas promessas,
muitas que não cumpriram,
abençoada imperfeição,
pois nela segui sem direcção,
caminhos por mim traçados,
que chegarem ao meu coração,
final dos trilhos imperfeitos.

by mghorta


Fragrância das Flores.



Desejaria escrever coisas que não se esqueçam,
fosse com Sol, com chuva que façam brotar flores,
cheirar as mesmas e guardar a sua fragrância.

by mghorta


Confesso!


Porque não confessar esta noite,
certo que a noite e a rua comungam juntas,
e com elas eu desejo uma mulher,
cujo corpo é cheio de mistérios,
esse mesmo corpo que ela não me dá,
fico em pavor só de imaginar seu calor.

by mghorta 


27 de maio de 2015

Fado!



Com os seus olhares aveludados,
cruelmente incendiava corações,
seus seios hirtos como brasões.
onde tudo embolava em pecado.

Elegante, esbelta e porte moldurado,
nas rendas saliência de contornos,
seios simples, largos e mornos,
inebria com seu corpo perfumado.

No entanto tal como o Fado,
moldado pela natureza escrita,
esta mulher de beleza ímpar,
tonou-se pecadora vil, é o Fado!

by mghorta


Quase que Morro.



Preferia ter-te a meu lado ditosa,
escutar teu prazer em forma de gozo,
olhando teus sorrisos de forma amorosa,
igualando assim o gozo dos deuses vivos.

Na subtileza do fogo que corre nas minhas veias,
por minha carne profana ó suave criatura,
nos enleios doces de nossos rostos,
sentindo entre o áspero e ofegante respiro.

Na confusão enevoados de  olhares,
não ouço mais o que meu coração dita,
na palidez febril e sem ar no enlace,
quase que morro, eu tremo, fico medroso.

by mghorta


23 de maio de 2015

Milagre da Noite!



A noite é um milagre,
nela viajamos pela vasta
escuridão com vulnerabilidade,
num espaço imaginário e penetrável.
A vulnerabilidade é a escuridão,
e nela passamos livremente,
é assim o milagre da noite.

by mghorta


21 de maio de 2015

Como Eu Te Amo!



Eu te amo
oh, sim, eu te amo!
nem eu
Oh meu amor ...
como a onda irresoluto
Eu vou eu vou e eu venho
entre os vossos lombos
e eu
Eu lembro que eu te amo, eu te amo
oh, sim, eu te amo!
nem eu
Oh meu amor ...
você é a onda, minha ilha nua
você vai e você vem
entre meus rins
você vai e você vem
entre meus rins
e eu
... que eu te amo eu te amo
nem eu
Oh meu amor ...
como a onda irresoluto
Eu vou eu vou e eu venho
entre os vossos lombos
e eu
segurar
você vai e você vem
entre meus rins
você vai e você vem
entre meus rins
e eu
... que eu te amo eu te amo
oh, sim, eu te amo!
nem eu
Oh meu amor ...
O amor físico é sem esperança
Eu vou e venho
entre os vossos lombos
Eu vou e venho
e eu segurar
Não! não prendas
solta a veia de teu ser
em minha terra arrendada!
Vem...





Silêncio.




Árvores Generosas



A gratidão é uma rara virtude. É comum as pessoas guardarem mágoas por muitos anos de coisas desagradáveis que vivenciaram.

Mas se esquecem, com rapidez, das dádivas que lhes foram ofertadas, ao longo da vida.

Isso nos recorda de uma história simples e fantasiosa, que chegou a ser tema de um filme de curta-metragem, chamado A árvore generosa.

É a história de uma árvore que se apaixona por um garoto.
Moleque, ele se balançava nos seus galhos. Colocou um balanço e imaginava voar, balançando-se sempre mais alto, mais alto.

Subia nela, até o topo, para ver à distância, imaginando que a árvore era um navio e ele estava em alto mar, à busca de terras a serem descobertas.

Na temporada das frutas, ele se servia das maçãs, deliciando-se com elas.
Cansado, dormia à sua sombra. Eram dias felizes e sem preocupações. A árvore gostava muito dessa época.

O menino cresceu e se tornou um rapaz. Agora, por mais que a árvore o convidasse para brincar, ele não ouvia.

Seu interesse era angariar dinheiro, muito dinheiro. A árvore generosa lhe disse, um dia:

Apanhe minhas maçãs e as venda.
O jovem aceitou a sugestão e a árvore ficou feliz.

Por um largo tempo, ela não o viu. Ele se transferiu para outros lugares, viajou, angariou fama e fortuna.

Quando ela o viu, outra vez, sorriu, feliz e o convidou para brincar.
Contudo, ele agora era um homem maduro. Estava cansado do mundo. Preocupações lhe enrugavam a testa.

Tantos eram os problemas que nem ouviu o coração da árvore bater mais forte quando ele se encostou, de corpo inteiro, à sua sombra, para pensar.

Queria sumir, desaparecer, desejando em verdade fugir dos problemas.
A árvore generosa lhe sussurrou aos ouvidos e agora ele ouviu:

Derrube-me ao chão, pegue meu tronco e faça um barco para você. Faça uma viagem, navegando nele.

Ele aceitou a sugestão e a árvore tornou a se sentir feliz.
Muitos anos se passaram. Verões de intenso calor, primaveras de flores, Invernos de ventos e noites solitárias.

Finalmente, o homem retornou. Estava velho e cansado demais para brincar, para sair em busca de riqueza ou para navegar pelos mares.

A árvore lhe sugeriu:
Amigo, fui cortada, já não tenho sombra. Sou somente um toco. Que tal sentar e descansar?

O velho aceitou a sugestão e a árvore ficou feliz.

* * *

Fazendo uma retrospectiva de nossas vidas, comparando-as com a da árvore e do menino, é possível que nos identifiquemos em alguns pontos.

Quantas árvores generosas tivemos na vida? Quantas nos deram parte delas para que crescêssemos e pudéssemos alcançar nossos Objectivos?
Quantas árvores generosas nos sustentaram nas horas difíceis, alimentando-nos com seus recursos?

Foram muitas, muitas mesmo.
Se as fôssemos enumerar todas, talvez não coubessem seus nomes em uma só folha de papel: pais, amigos, irmãos, vizinhos, colegas.

Por isso, essa é uma homenagem de gratidão a todas as árvores generosas dos nossos caminhos. A todos os que foram sustento, abrigo, aconchego, fortaleza.

Obrigado, amigos.



.






 Do livro Histórias para o coração, de Alice Gray, ed. United Press.


Viver até Morrer


Tempos Magros

Não encher o corpo de porcarias:
colesterol, gorduras, açúcar, álcool, Literatura, Escritas...

Fazer dieta para Viver até Morrer.

In Poemas postmodem


17 de maio de 2015

Silêncio de Pedra


Silêncio e pedra, molho a alma qual o rio,
barco e remo, misterioso igual ao Tejo,
enchendo com as chuvas, pesco aos olhos veraneios
de um céu inteiro, que reflecte o Ribatejo.

Andei no tempo igual a águas,
nada mais pelo tempo sei que meus silêncios pensadores,
igual a tantos que remando anoitecido,
silêncio e pedra um tanto mais que pescadores.

Alma do rio, dorme o cio de quem passou,
junto à margem que me viu nascer,
silêncio e medo, alma em cio, 
sabe o rio que em mim plantou,
água e vida que se escapam pelos dedos.

Silêncio e pedra, molho a vida no meio do rio,
remo o barco, mais atento que um marujo,
temendo os ventos, sonho aos olhos veraneios
de um mundo inteiro remando no Tejo.

Andei no tempo igual às águas, nada mais
por tempo sei que os meus silêncio pensadores,
igual a tantos que remando anoiteceram,
silêncio e pedra um tanto mais que pescadores.

Alma e rio, dorme o cio que nele banhou
junto aos Mourões que me viu, silêncio e medo
alma em cio, sabe o rio que em mim plantou
água e vida que se escapam pelos dedos.

by mghorta


16 de maio de 2015

Paranóide!


Paranóia tem origem grega, e geralmente é usada no nosso dia-a-dia, baseada em actos praticados onde impera a desconfiança no que realmente está certo.

Qualquer paranóico baseia-se nas formas em que usa a sua personalidade, mas em certos aspectos, perde-se na separação entre a fantasia e a realidade.

Não é doença, é somente a existência de uma forte corrente interna que valida as desconfianças de tudo e de todos, independentemente do que está acontecendo em seu redor na vida real, este estado de estar tem reflexos em que pode até ferir os mais próximos, mesmo que não entenda isso, porque a Paranóide não é doença, mas sim um estado de estar, como também não é aconselhável porque arruína a pessoa ao ponto do isolamento.

Formas comuns da Paranóia:
  • Desconfiança ininterrupta - a pessoa espera sempre que alguém a trama algo contra ela, ou defende que outros vivem só para a prejudicar, aqui arranja sempre argumentos mesmo que pequenos para construir essa desconfiança.

  • Hipersensibilidade - mesmo que sabendo que está insegura, a pessoa não quer aceitar críticas mesmo que sejam construtivas, ofendem-se com muita facilidade, perdem a cabeça, são muito reactivas, isto porque a falsa necessidade de se defenderem de tudo e de todos.

  • Falta de afectividade - dado que não confiam, procuram em não se envolver com alguém, seus relacionamentos são de curta duração, já que facilmente se sentem que são enganados. Desta forma arranjam sempre maneira de atirar as culpas para os outros.

A Paranóia pode de certo jeito até se mostrar de forma discreta, tenta não afectar as adaptações sociais da pessoa, mas coisinhas pequenas como pensar que todos falam da pessoa, ou que ele traí a esposa ou companheira é comum na Paranóide.
Pode-se até se manifestar como distúrbios delirantes, esquizofrenia Paranóide com grande perda na adaptação social e na falta da realidade dos demais em seu redor.

Não sendo doença, tem tratamento - com uso de anti-psicóticos e com psicoterapia. O pior disto tudo é que a pessoa não procura ajuda, uma vez que pensa não estar errada.

''Essa obsessão de chegar...
o terror de não vir a ser o que se pensa...

Esse eterno pensar nas coisas eternas,
que não duram mais que um dia...

A tortura à procura da essência,
o barulho aterroriza, tranca, lacra o peito...''





14 de maio de 2015

Sem Exemplo.


Minha vida é um contraste, cheia de versos sem rimas, cheio de textos soltos, os versos que poderiam soletrar ou até mesmo rimar com sentidos, não fala de amor mas bate na tecla do desamor.

Tal e qual como na poesia, não existe regras para escrever, muito menos para viver.

Traduzo o hoje sem sílabas rimadas,  posso dizer que o meu presente rima com tristeza ou ausência. 

No entanto, olhando bem a estrofe, posso afirmar que o futuro rima com Incógnita.

Escrevo muito mal, pessimamente mau, mas as rimas que componho, faço-as ao meu jeito e faço o que me convém, porque não quero enganar o leitor, faço até esforço para os agradar em completo, com ou sem regras, crio-as com desapego, até que de certa forma o poema se repetirá, mas quem é  que não enfatiza?

O que procuro? Uma rima ou poema real, ilusório eu componho só o que vivo?

Imagine-se no que escrevo, é essa razão porque escrevo, o poema  é composto por belezas, sentimentos e afins, na linha do texto finda com rima.

Tem sempre uma razão para escrever, aquilo que buscamos hoje, poderá ser uma rima, mesmo que não seja coerente, sem harmonia ou mesmo sem gosto musical, incoerente, desconexa, misturada, tudo tem o sentido prático, o presente, o futuro.

Não ficar ausente em tudo o que escrevo, é valorizar cada palavra, mesmo que seja mudada, o sentido será sempre o mesmo, dedicar mais tempo ao que sonho, caso o verso não seja de agrado, muda-se a rima, se a rima não satisfaz, procura-se nota musical.

Não servindo para exemplo, desta forma vivo mais tempo em desamor, bem vivo e sem rimar, e absurdamente desconectado quanto ao futuro.

by mghorta


Maduro.


Uma constante na vida, e por muitas e diversas vezes, é a questão amadurecer, e sempre que leio ou penso nisso, a primeira imagem que me surge na frente é a fruta verde.

Mesmo que ainda não esteja pronta para consumir, mordiscar ou comer, até que na sua formação seja apetitosa aos olhos, eu aguardo pelo seu tempo, tudo a seu tempo como a natureza manda.

Neste contexto existem os apressados, inventam formas para que tal aconteça o mais rápido para consumir ao seu jeito ou agrado, mas a mim ensinaram em certo tempo para esperar pelas épocas, estou falando de fruta.

Também me ensinaram se enrolar em jornal batata doce, assim ela fica madura mais rápido, para agrado meu a comer.

Tal e qual como acontece com a vida, cursar nela tem os seus pontos altos e baixos, bem como exige tempo, tal e qual como a natureza, o homem cria meios e hábitos para que amadureça no seu tempo ou o mais rápido possível.

Também tem a forma lenta, nessa maneira vamos sendo notados como lentos a tomar as nossas decisões, e como existe a máxima; ''a pressa é inimiga da perfeição'', eu aprendi que amadurecer tem a sua fase oculta, reparem bem:

AMAR_DURO_SER

O crescimento tem fórmulas de  acontecer, pelo Amor natural ou pela Dor, aqui será completamente impossível estar em ambos lados, sem dor não existe amadurecimento, e quem apressa isso, incorre no erro de ficar só, triste e abandonado a um canto como cão danado, porque amar em excessos, tem sofrimento, dor, aprendizagem e repreensões.

Somos sempre aprendizes ao longo da vida, portanto em questão de Amor, as fórmulas não se vendem em lojas de utensílios, como também não se encontra a dar uma topada num paralelo da calçada.

Como amadurecer, sendo ele por si um processo próprio, individual e universal, não serão outros que nos possam incutir maneiras de apressar, assim é como amar, tudo a seu tempo virá.

Desta maneira, vi que amadureci quando abri mão de alguém para que essa mesma fosse feliz ao seu jeito, tombei as vezes suficientes como me levantei, e tu aconteceu a seu tempo.

Também aprendi que amadurecer é guardar a dor, dores quando amigos se nos acercam para pedir um abraço, é compreender que o mundo não gira em meu redor, tudo tem o seu propósito na vida e a seu tempo.

Aprendi que os sentimentos envolvem muito mais que desejar amar, tem que ter respeito pelos actos que fazemos, sendo lentos ou apressados, mesmo que no trajecto eu tenha tombos, é erguer e sorrir como que pedindo desculpas pelos erros no percurso do tempo em que passei a ser maduro.

Assim, eu estou maduro, tanto na dor como no amor, mas isso não quer dizer que aqui esteja patente as fórmulas a seguir.

Por fim, nunca queira colher as frutas antes do seu tempo, o que tiver que acontecer, acontecerá no seu devido tempo, desta forma, todos vivemos o dilema,  nunca queiramos estar sós.

Como o tempo corre desenfreadamente, aproveite todos os momentos e olhando para trás, eu diria;
''Faria tudo precisamente da mesmo forma que fiz...''

Estar maduro é um processo universal que passa por um processo único que é amadurecer, neste aprendemos e erramos, errar e amar sempre valeu a pena.
Fique maduro a seu tempo.

by mghorta


11 de maio de 2015

Nada Como o Tempo.



Com o tempo, vais perceber que para ser feliz com outra pessoa, precisas em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebes também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer contigo, definitivamente não é o 'alguém' da sua vida.

Aprendes a gostar de ti próprio, a cuidar de ti mesmo, a gostar de quem também gosta de ti.

O segredo é não correr atrás de borboletas, é cuidar do jardim para que ela poisem.

No final de contas, tu vais achar não quem estavas procurando, mas quem estava te procurando!

by mghorta  (Mamas à Solta )


Meu Tempo.


O que mais desejo, é nunca atropelar o Tempo, porque foi com ele que aprendi amar, dado que amar é coisa de corajosos, vejo-me apegado às coisas, e nelas encontrei pessoas que despertaram em mim mais que o simples carinho da amizade, é dado concreto não querer morrer atropelado pelo Meu Tempo!

by mghorta





Nosso Amor!


Palavras para quê, se passamos os tempos a tropeçar nelas, se vão com o vento, e se apagam no areal levadas pelas ondas mansas, conjuntamente se apagam com o tempo...

Nada ficou provado, palavras anestesiantes, com beleza mas inebriantes, por outras vezes hesitantes que nem tomam peso nem medida.

Palavras que com o tempo só deram em dor, saudade, só causaram ausência do nosso Amor, palavras que disseram tudo, de madrugada ou de dia, foram loucas e perdidas, de essência nada ficou, apenas história para recordar.

Quero poucas palavras, muito poucas mesmo e com o silêncio das mesmas só se fale do nosso Amor, mesmo que nada digas.

by mghorta




O Encontro.


Vem, vem me provocar com toda a tua sensualidade, deitado fico observando teu show em que me provocas lentamente, tira deliciosamente tua lingerie, provoca-me até ficar louco, louco com teu charme de sedução meu amor. 

 

10 de maio de 2015

Perdi...



De tudo e de todos, por onde passei e segui, hoje dou  comigo a fazer contas às marcas dos tombos que levei pela vida.

Perdi tempo tentando querendo ser o que outros desejariam que fosse, neste trajecto perdi sonhos que apenas eu sei.

Com que sentido?

Por fim e por nada, tudo que fiz foi vão, não me surpreendi, apenas perdi, fiquei frio, caí na obscuridade da vida, na solidão fiquei vazio.

Já tentei fazer contas ao que perdi, tentei mas caí na mentira, talvez seja melhor aproveitar o que tenho em mãos, olhar de frente e conquistar o que me resta, amizade e o carinho de tomar um café com alguém donde nada me prometeu mas tenho a certeza de que não sairei magoado.

by mghorta





Ébrio de Amor.


Suplico que abuses de mim,
ateia-me com teu fogo,
sei de cor teus trilhos,
como que as unhas na minha pele,
delineia-te em gemidos,
percorre-me em todos os ângulos,
quero sentir-te em todos os sentidos.

Mordes, gosto de tudo que é teu,
as que dói-em e as que não se sentem,
as que te dou e as que nos surpreendem.

Entre suspiros e risos,
fome de pele nua,
sede de teus abraços,
deixa tudo e vem,
mata de um trago
a sede de um ébrio de amor.

by mghorta



De Preto e branco


9 de maio de 2015

Silêncio!


O mundo que vivo não me acolhe a alma, sinto ausência em mim de ar, falta-me a coragem de partir e não mais voltar.

O que vês em meus olhos já não demonstram o que sou interiormente, disfarço-me em rostos que se figuram no amanhã, nas vozes repetitivas que lembram as lembranças com saudade, talvez de coisas que nem sequer existiram e passaram ao silêncio. ..

by mghorta


Meu Companheiro, Amigo Vento!


Poderoso, imprevisível, imprescindível, fala-se muito de ti, sentir-te, mas não te vendo, de que és feito tu ó Vento?




Livre, solto, liberto vais expondo a tua fúria, acariciando os amados quando passas sereno, vais onde queres, levas quem queres, mesmo não te vendo, nem mesmo te pegar, és meu companheiro Vento, aqui ou acolá, ora perto ou longe mim amigo...

by mghorta


Porto Abrigo.


Não quero nem exijo muito,
quero alguém que me ame,
não levianamente,
saber do que gosto,
ouvir o que digo,
ler o que leio,
pensar o que penso,
comer o que como.

Preciso que me complementes,

me ajudares a caminhar, 
ser meu ombro amigo,
ser meu porto abrigo,
ser o meu amor,
que mais vou querer da vida,
além da paz, 
olhar esta pessoa adormecida!!!

by mghorta   


De Preto e branco

Que eu Nunca...


Que eu nunca perda a vontade de viver, mesmo sabendo que a vida, em muitas ocasiões dolorosa e de sofrimento intenso.

Que eu nunca perca a vontade de Amar, mesmo sabendo de antemão que a pessoa a quem amo, possa não sentir o mesmo que eu sinto, sabendo eu que o sentimento dela não seja tão decisivo como o meu.

Que eu nunca perca a vontade de ser grande, sabendo eu que o Mundo seja tão pequeno.

Estupidamente feliz.
Não, não me interpretem mal por o dizer, porque é essa a minha vontade de viver escandalosamente e intensamente!

Nasci com a sina de ser feliz, é o meu desatino do dia-a-dia, mas sei que por vezes piso o risco, exagero-me, meto os pés pela cabeça com as minhas actuações, mas isso são reflexos de querer amar muito, a necessidade de ser amado, é aqui que a Vida aborta e me faz perder estribeiras, reajo mal e saio do sério!

É duro, eu sei, mas é esse o meu jeito de ver as coisas, e são estas mutações que moram em mim.

Poderão me chamar de louco, mas nada tenho acrescentar a tudo isto, sou feliz assim!

Dado que aprendi a ser assim, pouco sei lidar com as regras do coração, tomo por vezes excessiva liberdade com meus movimentos, mas nada disso me fará desculpar de ser quem sou, percorro os caminhos e trilhos de cabeça erguida e com toda a transparência possível.

Que eu nunca perca a vontade de ser estupidamente orgulhoso por este atrevimento de mostrar a minha maneira de ser, fica aqui o registo de que eu nunca perca esta essência De Ser quem Sou.

by mghorta


Extrovertido!


Diferente talvez, mas sou assim, alegre, extrovertido, brincalhão, sério, e por vezes cometo umas asneiras grossas, dizem os meus amigos, mas não vejo quais...

Sou Assim ao meu jeito, e dizem os meus amigos que os contagiei com a forma de estar na vida e ao meu jeito, neste campo nunca fiz questão a ligar a criticas, porque aceito uma boa e abomino as que me derrubam, as desconfianças e a indiferença quando me apontam na maneira extrovertido de  estar.

Não me ofendo com o que dizem a meu respeito, o que conta na verdade é que não mudo só para agradar a fulanos ou Beltranas , e caso eu tenha mudado a minha maneira de estar, foi somente para me agradar a mim e a mais ninguém.

Em toda a minha cruzada de vivência, aprendi duas coisas:''Tem o lado bom e o lado Ruim''.

Daqui fiz as minhas escolhas, umas bem sucedidas e outras mal, também me penalizei de sobra em relação a isso, porque muitas vezes saio prejudicado de situações que não foram por mim criadas, mas que meramente vieram por acaso bater com a minha maneira de estar na vida, é o custo da popularidade.

Criticam-me pelo simples facto de ser um homem feliz, mas nunca me perguntam se tenho algum problema, porque é aqui que meu lado extrovertido explode:
'Que te interessa se estou bem ou mal, não resolves meus problemas...''

Como qualquer mortal, sou cheios de virtudes e defeitos, e serei eu a viver com eles, não passarei em tempo algum esta carga em cima de outro ou outra, sou assim...

Bem, sou o que sou e não vou mudar agora que passei já mais de meio século de vida, os que me admiram do jeito e da forma de eu estar, fiquem por perto, os que me criticam ou de qualquer forma tem inveja de mim, por favor me esqueçam que eu existo por será também a parte mais extrovertido de eu me mostrar, indiferença e silêncio para com eles.

Se tenho amigos?
Pois claro que tenho e esses vou preservar sempre, graças à minha forma de ser, sou assim.

Se tenho inimigos? 
Talvez também, e até os posso contar pelos dedos das mãos, ainda os tenho todos e sei quantos tenho.

Se tenho rivais?
Como tudo na vida, este mundo virtual proporciona tudo isso, a blogosfera é infinita e cria uma nuvem global, e nelas surgem os rivais, aqueles que tem dor de corno, e essa dor é foda.

Se sou amado?
Penso eu de que, talvez sim ou talvez não, mas pouco me importa isso, desde que eu me ame a mim próprio e esteja bem com a minha maneira de ser e de estar aqui, sim sou amado!

Não me abalo facilmente, sempre soube perder e ganhar, sou feliz assim, e se muitos me odeiam por não demonstrar meus problemas que carrego em meus ombros, poucos o sabem, mas é por isso que me odeiam mais dado à minha forma de ser e estar feliz.
É claro que sou feliz sendo assim: ''Extrovertido''

by mghorta


8 de maio de 2015

Cheiros.


Se o outro for bom para ti, se te der vontade de viver sem mim, se o cheiro do suor do outro também for bom, se todos os cheiros do outro forem bons. Os pés ao fim do dia, a boca de manhã cedo, bons ou normais, comuns aos mortais, coisa de pessoas. 
Cheiros íntimos, secretos, ninguém saberia deles se não enfiasse as narinas lá dentro, a língua bem dentro de sua boca, bem dentro no fundo das carnes, no epicentro dos cheiros, se tudo isso que tu poderás achar nojento for exactamente a que se chama de Amor?

by mghorta


Elementos da Vida.



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Certezas.




Vontade de Viver.



'' Morremos quando não há mais ninguém por quem tenhamos vontade de Viver ''.


Henry de Montherlant     (Vontade de Viver)


Vivi Grandes Histórias.



Já vivi grandes histórias, tive milhares de aventuras, fui um livro com longos capítulos, fiz versículos curtos mas bem sucedidos, outros foram simples prefácios não tão interessantes.


Não jogo fora ou menosprezo os casos que me fizeram feliz, porque foram marcantes e no momento foram importantes, ficam registados na memória que nem a borracha apaga como simples riscos com erros. Por exemplo, os  momentos passados à chuva e enevoado que embora curtos foram fogosos e terminais ao ponto de muitos aiiii'sss se soltaram no espaço curto mas habitável. Foi uma viagem que veio como furacão, soltaram-se as roupas e as mãos fizeram as delicias de corpos, momentos que ficam guardados num cantinho chamado altar de minha alma, lugar restrito.


Posso recuar no tempo todas as vezes, viver hoje com vista ao futuro, mas olho e vejo que sei está lá na memória de um livro por ainda escrever.


Não foi tudo aquilo que já tive, vivi paixões platónicas e impossíveis, sentado esperei por carinhos, esperei ligações como pedido de socorro, sorrisos doces ou gestos românticos ao acaso, vivi o clássico, o incoerente em que não passaram de palavras amorosas sem serem solidamente firmadas na realidade. Tive ocasiões em que somente as migalhas de relacionamentos curtos foram alimento esporádico, quis tudo isso esquecer por não deixaram de ser cópias e repetições de paixões mal sucedidas.


Mas...
...mas vem o dia em que algo acontece, sem querer o alheio arrebata o altar, não marcou hora para entrar, entrou e ficou lá, meus caminhos tropeçaram nele, e quanto me apercebo vejo que estou de novo arrebatado por um amor que ficou lá, degrau a degrau ele sobe e vai morando no recôndito do meu ser, não houve festas, não teve jantares ou almoços esbanjados, foi um vulcão que entrou e insiste morar lá, mesmo que outros compromissos eu assuma, ele foi forte e teimosamente não quer sair do seu espaço, veio do nada, esse sentimento é diferente, as mágoas do passado vieram juntos e compartilho a tristeza e as alegrias de hoje.


Quão grande é esta história que seus capítulos e fascículos ainda estão para culminar num futuro risonho, amoroso e sem preconceitos, é o amor da minha vida, quiçá até quando longe mas presente.


Mentiria se não esperasse por ele, imaginei-o assim simples e concreto, único e incomparável, sem vaidade e luxurias, simples mas pleno e completo, tê-la a meu lado não passa de deixar de ser sonho, mas quero um dia acordar de verdade e ter seu corpo suado e amado a meu lado como que um culminar de histórias vividas mas reais.

Hoje sim, poderia citar todos os poetas, todos os escritores e dar a homenagem pura de que tudo o que se escreve é real e acredito que num futuro próximo deixarei de escrever porque te terei a meu lado e irei desfolhe-ar teu corpo como um livro ainda por descrever e reler dia-a-dia meu amor.

by mghorta  (escrito em 1/03/2014)


Marcas!



Tem quem faça marcas na pele, outros na alma, mas as minhas tatuagens ficam com marcas no corpo e no tempo, marcas ficam sem precisar de estarem fisicamente visíveis...

São momentos, gestos, caricias, beijos, amassos, gozo, orgasmos que ficam gravados para sempre na memória, no coração, no corpo e na alma.

Tem pessoas que permanecerão para sempre dentro de mim, haverá o cheiro do perfume que senti ao beijar o peito de G, a cor vermelha da intimidade de M que usou naquela menage, o vinho de F que derramou em minha boca e bebeu no meu sexo, a música que ouvi quando trepei em C...

A lembrança está no sabor do gozo da primeira viagem, teve tanto de proibido, tanto de perigoso como de delicioso.

Marcadas na memória de promessas virtuais com orgasmos em simultâneo que nunca aconteceram no real.

Marcado eu fui pela velocidade, intensidade, cumplicidade, afinidade (ou falta dela), das cores, do sabor, do calor, dos cheiros sexuados, das texturas e das vozes, tudo ficou marcado em mim.

Marcas antigas, bem como marcas novas, a dois, tão inesquecível o desejo constante como que gritando por um novo estilo de marcação como que desejando mudar de vida, e assim a vida nos prega rasteiras e marca o que não é opção, mas sim um desejo de coração.

Fica sempre o desejo de uma nova marca, que fique expressa fisicamente no que a alma já possuiu gravada para sempre, com isso fico gravado sem duvidas, sem medos, definitivamente inteiro e sem retorno.

Folheio tuas Fotos!


Estou...
incessantemente revendo tuas fotos,
não encontro motivos para o deixar fazer,
tento as vestir com cores,
as quais procuro em jardins floridos.

Cansei...

porque a saudade é mordaz,
nós de garganta e pulsos cerrados,
em cada rosto transeunte da rua,
imagino-te sorrindo para mim.

Por fim...

viajo no mundo sem destino,
carrego o peso de momentos,
folheio tuas fotos,
em tons de saudade per-mutante.

by mghorta  (escrito em 12/12/2013)


Sombras do Passado...




... é o que resta de mim,

não posso fugir do real,
sinto medo quando me revejo,
preciso hoje de um ombro,
queria tanto partilhar minhas sombras.

Minha irreverência continua presente,
as sombras me perseguem,
por mais que fuja das mesmas,
mais me incompleto,
ouço murmúrios de dores,
o infinito mistério me confunde,
a noite reforça maldosamente meu passado,
no silêncio recordo momentos,
são revelados profundos segredos,
transformam meus sonhos em pecado.
não adianta fugir para longe,
elas me perseguem ferozmente,
fazendo-me regressar ao passado.

by mghorta  (escrito em Março 2014)



Detalhes...


Não adianta nem tentar me esquecer,
durante muito tempo em sua Vida eu vou viver.

Detalhes tão pequenos de nós dois,
são coisa muito grandes para esquecer
e a toda hora vão estar presentes,
você vai ver...





Amarras


.

Escreveram os poetas em tempos remotos que a vida é a arte dos encontros, no entanto não contavam também que nos entre-tantos haveriam muitos desencontros.
Falando por mim e por ti, somos motivos de tantos desencontros, não te tenho encontrado mas não deixo de ler e reler teus apelos chamando por mim minha querida.
Mas nada é por acaso, motivos de sobra existem em nossos desencontros, os teus e os meus são amarras que nos estorvam e sabes bem que tanto eu quero que os laços intermitentes a existência presa que os momentos soltos de nossos encontros são de sobra magistrais  para que possamos suscitar, aaaiiiiiiiiii Amor por onde andas que não te encontro?
Na certeza porém, eu sei que te amo e sei também que tu me amas, somos livres nos laços que nos uniu momentaneamente e disso temos a certeza de quando nos nossos desencontros mais fortalece a vontade de quando voltarmos ao encontro vamos extravasar as nossas loucuras, soltar os impulsos que nos une e matar a solidão envoltos em abraços e caricias sem fim e soltar os aiiiii'ssss não de tristeza mas de muito prazer e gozo em que os nossos corpos serão o mote circunstancial dos amantes.
Ai Amor, até breve encontro!

by mghorta  (Ai Amor, até breve.)




De Preto e branco

7 de maio de 2015

Abraça-me.


No teu abraço ouço o vento que emana da tua pele, nele sinto o nascer do Sol do intenso calor dos nossos corpos, na fragrância de teu perfume existe a força de um relâmpago feliz, nos frutos que foram colhidos na palidez de teu rosto, em que os caminhos cruzados nos levam a morder para provar o sabor que tem a carne incandescente dos nossos abraços.

No teu abraço visto o meu corpo no teu, para eu em ti possa buscar o sentido do sentidos, o verdadeiro sentido que a Vida nos proporciona.

Abraça-me, porque com ele quero morrer te sentindo tu em mim, amarrado espevitadamente de Amor, nele bebo a água de teus beijos, para que possa levar comigo a memória e a saudade, só essa água fará reconhecer o mais infinito, o mais intenso Amor do universo, e quero dele ficar a saber entre os astros, as estrelas mais brilhantes que eternizam os céus para os amantes.

Abraça-me por favor, nem que seja só mais uma vez, uma vez para que eu saiba se realmente tu existes.

by mghorta