23 de abril de 2015

Bolas esse Amor!



Caladas e presas na garganta,
estão minhas palavras não ditas,
as que o coração calmamente canta,
delírios das minha razões (in) finitas,
no peito ainda existe mar manso,
sentimentos contrários do 'quero e não faço'!

Há um frio na alma nua,
medos das ideias insanas,
que o espírito psicótico insinua, 
coisas guardadas, embotadas e soberanas!
Sentimentos, impressões, ideias que desfiam,
não são factos nem imagens, apenas histórias tiranas!

Guardando lembranças desesperadas,
não lembradas nem muito menos esquecidas,
que pelo Tempo na mente ficam embuçadas,
e na mistificação dos dias perdidas.

Bolas, esse Amor vivido em mim!
Foi deveras o de todos menos absoluto,
não o conquistei no acaso no além ou no fim,
por medo da entrega total, não me dei,
e por tantos desencontros, me cansei...

by mghorta


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