18 de janeiro de 2015

A carta que nunca escrevi!



Não sei quem és desde o início, 

propriamente dito não te conheço,
por isso me penalizo,
castigo merecido.
Depositei em ti confiança,
não quiseste muito menos deixaste,
fico imaginando o que não disseste,
recordo o que te disse e escrevi.
Queria ser insecto,
poisar em tudo que é teu,
ouvir o que nunca ouvi,
ver o que nunca me mostraste,
saber o que pensas longe de mim,
ao menos saber se és minha amiga,
assim como eu sou teu amigo.
Certamente falas de mim nas minhas costas,
tens muito algo em ti que não mostras,
possivelmente já não gostas,
sempre te disse para seres frontal,
quem me dera e não te levaria a mal.
Surpreso por não te ter conhecido,
perdeu-se a confiança e relação não resiste,
por tal também o amor não existe,
mentiste, não me zanguei mas fiquei triste. 
Não tenho o direito de pedir algo em troca,
apenas quis a tua sinceridade,
seja crua ou nua,
por mais difícil que o seja,
quero apenas a verdade.
Será que me enganas, 
será por minha condição,
ou será que chamas ao o outro o que me chamas?
Será verdade quando dizes que me amas,
será apenas compaixão?
Será que tens medo,
ou apenas sou teu brinquedo?
Eu sou a merda que vês,
mas ao menos sabes a merda que sou,
sabe-lo bem aquilo que te dou,
não te prometi mais do que devia,
vivo a realidade e não a fantasia.
Poderás dizer que te magoei,
não foi essa minha intenção,
ver-te triste parte-me o coração,
reconheço minhas dores e limitações,
não é minha vontade te fazer sofrer,
mas ao menos podias me olhar quanto te peço perdão.
Se em todo este tempo não me conheceste,
então nunca me conhecerás,
perdoa-me quando desabafo,
desculpa-me pela minha má educação,
assim me expresso em excesso,
só praguejo quando stresso,
se um dia falarmos de novo será um progresso,
a chama que existiu em nós morre aos poucos,
porque terá que ser assim ou estamos loucos?
Fico ciente que nunca soubeste o quanto gostei de ti,
foi esta também a carta que nunca te escrevi...

by mghorta   Mamas à Solta



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